

BEIJA
Beija, como se cada beijo Fosse da despedida Pisa, como se nunca mais Fosse pisar naquele chão Como se conforme andas Um abismo se abrisse atrás de ti Toca em cada coisa Sente o calor, a textura Deixa tuas marcas, tuas digitais Deixa em tudo que tocas Um pouco dos átomos que te compõem A tua sujeira Que nem por isso É menos bela. Henrique Barbosa - 21 anos - Membro da Academia de Letras Machado de Assis - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 10/08/2026
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