Ilda Maria Costa Brasil, Celeiro da Alma

"Sonhar é acordar-se para dentro." Mario Quintana

Textos


 

PÉ NA... . QUEM NÃO?

 

Ora Quem de nós já experimentou o famoso “pé na bunda?”, ou melhor, levou um fora daqueles? Lamento dizer, mas você que acaba de ler e pensar: “eu não!” peço que aguarde, é só uma questão de tempo.

Existem vários tipos de fora, de rompimento e, não importa quem dá ou quem leva o pontapé inicial, a dor é quase a mesma.

Normalmente quem leva o fora costuma acreditar que sofre mais, com certeza sofre, mas quem decide romper está sofrendo com este dilema de terminar ou não, de ser a coisa certa ou não, pelo menos (aproximadamente) alguns meses ou até anos.

OK! Vamos focar em quem leva o pé na bunda. As situações que envolvem esta atitude drástica pode ser uma traição, um desgaste, um não gostar mais, sim! Ninguém ama eternamente como nos dizem os contos infantis!

Amamos enquanto existe respeito, admiração, partilha, interesse pelo outro, sonhos compartilhados e fundamentalmente diálogo. Onde um destes citados acima falece, a reação em cadeia vai exterminando lentamente com os demais.

O que fazer nesta hora? Diga você que está lendo. Deixe sua opinião nos comentários a baixo!

Eu como alguém que está dentro desta estatística, sofri, pensei que fosse morrer, que o mundo iria acabar no primeiro momento. Depois a gente sente-se traído pela pessoa, em seguida nos sentimos profundamente magoados, injustiçados pela vida, pelo mundo e até por Deus!

Quero saber o “porquê?” como se isso fosse aliviar o sofrimento ou nos dar um “gancho” para argumentar e tentar em vão reverter o caos. Ledo engano.

Mas para felicidade de todos, o sofrimento vai diminuindo, cedendo lugar para esperança de um novo dia e um melhor amanhã. Foi o que aconteceu e confesso, não desacreditei um só minuto no amor, tão pouco nas pessoas, pois cada um tem o direito de amar quem quiser e deve sentir-se bem ao lado de quem escolheu.

Independentemente da intensidade do chute, do grau de envolvimento as diferentes  atitudes de cada um de nós, não são assim tão diferente! Devemos  chorar sim, e chore muito, lamente, grite se sentir vontade! Coma muito chocolate, (depois você emagrecerá, eu garanto!)

Curta seu luto, afinal é uma perda, porém sabendo que tudo passa, inclusive esta dor que corta o peito feito uma navalha afiada e,  com o passar do tempo você irá sentir seus dias mais coloridos, seu sorriso mais solto, o sol mais quente e vibrante.

Chegará o momento que você perceberá que está cantando, dançando novamente sua música preferida! Neste instante, saiba que sua fatura está zerada, que chegou o momento de amar a si mesmo, dar valor e amor para você, cuidar-se, literalmente virar a página e escrever uma nova história no livro da sua vida. Quero dizer com isso, alçar voo solo, amando, curtindo suas asas e sua liberdade.

Já aquele que amargou por meses ou anos o conflito interno da escolha, deve carregar consigo o peso ou a leveza da decisão, sabendo que alguém sempre deve dar o primeiro passo!

O fardo é aparentemente pesado no primeiro momento, mas é bom que fique claro que este gesto é libertador para os dois e, não deixa de ser uma ato de amor da pessoa que escolheu compartilhar com você sua vida, mesmo que seja o último ato nesta relação, deixando marcas alegres e feridas que certamente cicatrizaram, é como se diz por aí: “Vida que segue!”

Então que siga com respeito e dignidade de ambos.

Lorena de Souza Fontoura - Vice-Presidente da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves - porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 15/07/2026
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