

ENTRE ROBÔS E HUMANOS
Os robôs se mantinham firmes na posição, enquanto o líder explicava: – Você que fez o nosso projeto, você que começou tudo isso, você nos criou! – Eu tentei! Eu queria fazer um robô que falasse com as pessoas de forma humana! E eu consegui. Olhe eu agora, conversando com vocês! Mas foi muito além... Eles, eles tentaram evoluir o projeto... – E conseguiram! Olhe para nós! Perfeições! Somos melhores que os humanos! – Não! Capturar pessoas e transformá-las em robôs não é humano! Agora... como eu ia dizendo, eles tentaram evoluir o projeto, mas não deu certo. Falaram que seria melhor para o ser humano se, além de falar de forma humana, também auxiliassem dessa maneira. – E então... – Eu não terminei! Se ele pegasse o extintor e desse para o mestre! – O quê? – Nada... mas ele te criou. O robô rebelde, que não obedece às regras, que se recusa a ouvir ordens e que não percebe que eu estava falando com meu marido agora! O pai lançou um extintor de incêndio e ela pegou. Logo depois, deu um, dois, três golpes no robô. – Ahgrhahaghar!!! –disse o robô, travando. No chão, a mãe falou: – Pode parar de fingir... – Vire um de nós! – falou o robô se recuperando. – ... eu te programei, sei tua fraqueza. – disse a mãe. Ela espirrou a espuma do extintor e, aos poucos, o robô foi explodindo. Todas as pessoas que viraram robôs se transformaram em humanos novamente e só se podia escutar um som, um coração: tudum, tudum, tudum, tudum... um coração de mãe, um imenso coração de mãe. Matias Woida Frizzo - Membro da Academia de Letras Machado de Assis e do Clube Infanto-Juvenil Erico Verissimo, da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 10/06/2026
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