Ilda Maria Costa Brasil, Celeiro da Alma

"Sonhar é acordar-se para dentro." Mario Quintana

Textos


 

A CORTINA E A FAZENDA 

 

Era uma vez, uma cortina triste, uma cortina sozinha. Um dia ela pensou:

– Resolvi mudar de vida! Vou embarcar em aventuras, mesmo que demore dias, vou ficar acordada, dia e noite, noite e dia.

Demorou algumas horas, acho que demorou dias. Depois de muito esperar, chegou uma ventania. A cortina, feliz, saiu voando bem relaxada. Quando chegou à janela, a janela estava fechada. A cortina, triste, caiu em lágrimas, mas nisso chegou um humano que, logo notou o problema, abriu a janela e a cortina voou.

Foram meses voando, estava cansada. Num dia, chegou sua esperança, lá, no fundo, um nevoeiro, uma grande estância. Entrou em um cercado, toda feliz para conhecer; porém, o fazendeiro não queria aparecer. Não adiantava... O quanto procurava, o fazendeiro não achava.

Numa hora, pensou:

– Será que ele está brincando de se esconder? Será que nunca vamos nos conhecer?

Depois de tanto procurar a cortina, o fazendeiro a encontrou. Em seu esconderijo, o fazendeiro cuidava de seu filho. Ela ficou dias, semanas, meses, anos esperando o fazendeiro sair da casinha, quando notou que ele só saia para comprar comida. Ela ficou muito tempo esperando, que apodreceu, no mesmo dia, que o fazendeiro faleceu.

Moral da História: "Não fuja da sua vida, ela tem um bom final".

Matias Woida Frizzo - 11 anos - Membro da Academia de Letras Machado de Assis e do Clube Infanto-Juvenil Erico Verissimo, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves e Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 24/05/2026
Alterado em 26/06/2026
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