

SOLITO
Com a cuia na mão em concha, está o gaúcho, solito, a matear. Saudoso começa a orar: Por que, meu Deus, a humanidade precisa passar por esta ansiedade? Ficar em casa isolado deixa-me muito abalado. Clamo pela volta da minha liberdade.
Levanta os olhos, devagarito, e vê a imensidão do horizonte. Raios de sol inundam a sua fronte, luz que aflora diversos sentimentos, dizimando todos os lamentos. E, num repente, se dá conta da imagem que ao longe aponta, trazendo à tona muitos ensinamentos.
Estende a mão em direção à luz, oferece um chimarrão feito a preceito, e o sol o ilumina de um jeito que muda para sempre a sua vida. Mensagem de coração absorvida, sente não estar mais a matear solito. Para Deus tudo já está escrito. Agora sabe: sua missão está sendo cumprida. Salete Maria Mattje – Membro da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves – Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 24/05/2026
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