

INFÂNCIA
Pelas frestas do assoalho da minha infância passava o mar, a floresta as estradas empoeiradas, os sonhos e as fantasias. Pelas frestas do assoalho da minha infância os joelhos se debruçavam sobre a abundância: pó, poeira, migalhas, sujeiras tudo ali era história tudo ali era imaginação. E a infância espiava os ratos tagarelas os gatos enamorados o medo assombrado as sombras amedrontadas... Nas frestas do assoalho da minha infância morou o passado o presente e o futuro e tudo ali se acumulou pelo tempo que minha infância viveu... Ione da Silva Grillo - Membro Correspondente da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 17/02/2026
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