

SOU...
Quando tudo tenta calar, disseram-me: – Você sente demais, chora demais, espera demais. Fiquei em silêncio. mas dentro – a palavra crescia como mato teimoso no asfalto quente. Apanhei da vida em várias esquinas, e aprendi a dizer poesia com os joelhos ralados. Não fui feita de pedra, mas de fibra que enverga e não quebra. Em mim, mora uma fé sem vitrine: não grita, mas fica, não impõe, mas levanta. Fui chamada de fraca – por quem nunca precisou ser forte o tempo inteiro. Sou a que canta, mesmo sem palco; a que ama, mesmo sem volta; a que resiste, mesmo sem aplauso. E toda vez que o mundo tentou me calar, eu respondi com poema. Dyuvania Mara Santos do Nascimento - Membro Correspondente da Academia de Letras Machado de Assis - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 08/02/2026
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