

HERANÇA DE GUERRA
Verde, vermelho e amarelo são matizes do pendão do Rio Grande - nosso chão, atávico, heroico e belo, o mais telúrico elo que liga ao coração; o centro guarda o brasão onde há duas colunas jônicas, o apoio e a moral maçônicas na vida de cada irmão.
Da união dos dois pilares que ornamentam o brasão resulta a sustentação dos seus eixos basilares, fortalecendo os pares na lei da ordem e razão co'a identificação da trindade de valia: força, beleza e sabedoria do Templo de Salomão.
Estrela de ponta isolada ao alto - reto e direito, tal qual o homem perfeito e sua postura adotada, na direção indicada busca influência celeste, simbolizando inconteste toda espiritualidade, virtude e qualidade que ao ser humano reveste.
Acácia postada em louros cingindo um sabre dourado, expressa o dever sagrado de preservar um tesouro, no perene vivedouro dos consagrados rituais com os valores morais ao longo desta jornada, onde o barrete e a espada não vão perecer jamais.
Um losango repartido apresenta outros ângulos e se vê quatro triângulos, símbolo de vários sentidos, tendo em seu núcleo reunidos o território local e as estrelas do ideal no senso da irmandade: fé, esperança e caridade, com apoio universal.
Na base da identidade do insigne emblema grifado o glorioso lema: liberdade, igualdade, humanidade, à sociedade, que é a quem lhe pertence, o povo que luta e vence, conforme o postulado que se eterniza plasmado na heráldica rio-grandense.
Esta herança de guerra que tremula altaneira, exalta a gesta campeira nas tradições que encerra, são modelo a toda a terra as façanhas da capitania e a história se alumia de glória e magnitude, no prumo da atitude dos irmãos da Maçonaria.
Os ideais farroupilhas de tal lábaro sagrado vivem identificados pelos laços das famílias, com o verde das coxilhas, o vermelho da coragem, o amarelo da imagem do solo pátrio agrário e o perfil gaúcho templário dos maçons e sua mensagem.
Homens em pé e a ordem, livres e de bons costumes, cada qual de honra e lumes, p'ra tudo quanto abordem fazendo com que transbordem louvores pela conduta, no êxito da labuta, na convivência social, no evolver espiritual do polir a pedra bruta.
Um legado de valores cultivados e repassados, vividos e respeitados por todos os seus primores, estampados em três cores e no cumprimento feito com um crioulo respeito à luz da real fortuna, três abraços entre colunas, pr'um mundo justo e perfeito. Cândido Brasil - Membro da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves - Porto Alegre/RS & Presidente da Estância da Poesia Crioula - Academia Xucra do Rio Grande.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 03/02/2026
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