

POESIA INACABADA
No começo, eram encaixes perfeitos Cada palavra a outra se adequava Depois os versos foram sendo desfeitos E nada mais na poesia se alinhava. Havia sonhos, planos, promessas Mas sem motivos, tudo se desalinhou E tudo aquilo que parecia uma festa De repente, em tortura se transformou. Os versos, sonhos, de uma vida planejada Seguiu um rumo que ninguém programou Os planos desfeitos, não sobrando nada E a poesia, nunca se completou. Busca-se fogo nas cinzas apagadas Remexendo feridas, só pra ver sangrar Tentando rimas pra frases inacabadas De uma poesia que nunca vai terminar. Maria Souza Cezar - Membro da Academia de Artes e Ciências e Letras Castro Alves - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 03/02/2026
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