

A FÉ QUE ME GUIA QUANDO OS OLHOS FALHAM
Eu cresci acreditando que a fé era algo que a gente carregava no peito. Hoje, sei que, para alguns de nós, a fé se torna também o que nos guia pelos caminhos que não conseguimos mais enxergar. Quando minha visão começou a diminuir, achei que tudo ficaria mais difícil — e ficou. Mas também comecei a perceber uma força que eu não sabia que tinha. Uma coragem que não vinha dos meus olhos, mas do que Deus colocava dentro de mim. Descobri que existe uma luz que não depende da visão, e sim da confiança. Uma luz que não brilha para fora, mas para dentro. Que acende devagar, no silêncio, quando a gente acha que não vai dar conta. Aprendi que Deus não precisa explicar tudo para nos sustentar. Às vezes, Ele só pede que a gente dê um passo — mesmo sem ver o chão. A baixa visão mudou a forma como eu vivo, mas não mudou quem eu sou. E se eu sigo, é porque acredito em algo maior do que a nitidez. A fé me guia onde a visão não alcança. E enquanto essa fé existir, nenhum escuro me assusta. Rafael de Andrade Branco - Membro da Academia de Letras Machado de Assis - Porto Alegre/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 03/02/2026
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