

SEXTA-FEIRA SANTA!
Foi na madrugada de 28 de março de 1975, que Eduardo e a esposa, com dois filhos pequenos, dois e um anos, tomaram a estrada rumo à praia de Capão da Canoa. Luiza estava com sete meses de gestação. No dia anterior, tinha ido ao obstetra para ver se estava tudo bem. A viagem transcorreu tranquila até à altura de Santo Antonio da Patrulha, quando percebeu que a bolsa havia rompido. Ficaram apavorados. O parto seria prematuro e não sabiam se tinha hospitais em Capão da Canoa e Tramandaí. O carro era um fusca 75, vermelho. Eduardo aumentou a velocidade, motivo que o levou a ser atacado por um policial rodoviário. Antes que esse o multasse, explicou que a esposa estava em trabalho de parto e que precisavam de ajuda. O policial os tranquilizou, dizendo que em Tramandaí havia um hospital. Iria à frente do carro como batedor até o local. Na entrada do hospital, eram aguardados. O dia amanhecia e a brisa do mar soprava suave e acolhedora. Mal entraram na sala de parto, o bebê nasceu. Um menino! Os outros “bebês” dormiam profundamente, no Fusca, alheios ao nascimento do maninho, sob o olhar do policial. Após conversar com o médico, Eduardo levou os pequeninos à casa dos pais. Explicou-lhes que a esposa e o bebê deveriam ir a Porto Alegre, o nenê poderia precisar de atendimentos especiais e o hospital local não dispunha. Os avós, tão logo souberam do nascimento do neto, decidiram retornar à capital. Durante a viagem, o novo passageiro dormiu o tempo todo, enquanto os outros, uma menina e um menino, olhavam-no curiosos. Ilda Maria Costa Brasil
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 30/01/2026
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