

MEU IMPÉRIO ABANDONADO
Meu Império foi um fracasso, Agora, mais do que nunca, Sobram apenas os resquícios E a queda após os vícios.
Na pequena Vila dos Gostos Abandonados Música, desenho, pintura, escrita Tudo o que a mediocridade Levou à banalidade.
Meu Império não teve súditos. Às vezes me pergunto: Será que, no fundo, Eu nunca tive um triunfo?
Meu Império só tem uma governanta Que mal sabe se governar. Sem mapa, sem rumo, Mal se sabe em qual hemisfério do mundo.
E ao seguir este curso, Por horas me pergunto: Qual a graça de querer mandar Se não há a quem governar?
A guerra invisível aos olhos dos demais O conflito de uma mente Que não deixa o passado pra trás. Mas renasce sob a ideia de se reerguer, Ainda que esteja fardada a morrer.
Um Reino fardado à solidão, Vivendo o conflito entre cérebro e coração. Jamais verá o sol nascente Pois nunca existiu de maneira convincente.
Foi apenas mais uma realização Da mente humana Que tanto prega peças e projeta imagens, Mas que no fundo, Nunca deixará de ser uma breve miragem. Yasmim Araujo de Alencastro – 16 anos
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 19/10/2025
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