

QUE MAPA ESTÃO OS MEUS PÉS?
O Ocidente é decadente O Oriente, perfumado. Aqui, estamos entorpecidos Lá, há especiarias e perfumes
Aqui, o concreto sufoca Lá, populações densas. Aqui, cinza e arquitetura hostil Não é nosso, nos foi empurrado.
A figura de um desaparecido; O sangue de um jornalista; A criança que morre de desnutrição; E sua mãe que morre na angústia.
O imigrante deportado; O país explorado; O território retirado; E os sonhos deixados de lado.
E minha alma latina Com ela, a promessa de não Ser uma americana idiota. Nascida para ser livre E, sob uma constituição, A promessa de nascer Para a felicidade e liberdade.
Sob direitos humanos inalienáveis Minha nacionalidade reservada. E no curso do acontecimento humano, Gozar da liberdade Mas me parece uma grande fraude.
Nos jornais, guerra e conflito Refiro-me a nós. Lá, árabes resistem e escrevem Coisas boas da esquerda à direita. Não atoa há uma citação que diz: O Cairo escreve, Beirute publica e Bagdá lê.
Aqui, escrevemos. Mas se a dor não vende, é silenciada. Se o texto não agrada, é censurado. Se o autor incomoda, é apagado.
E a esperança de escrever e expor Não vale para todos O que não for Latim é inútil Para a imprensa ocidental Ou melhor, é pago Para perder importância.
A identidade é negociada A verdade, editada A esperança, redigida em silêncio.
Mas seguimos escrevendo Porque escrever é resistir E resistir é existir. Yasmim Araujo de Alencastro - 16 anos - 1º EM da Escola Gaston Augusto Santos César – CIEP - Tapes/RS.
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 28/09/2025
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