Ilda Maria Costa Brasil, Celeiro da Alma

"Sonhar é acordar-se para dentro." Mario Quintana

Textos


 

BRINQUEDOS DE OUTRORA

 

Descobri como era a infância dos avós da gente,

Entre xícaras de chá e biscoitos

Escutava a conversa que remetia ao passado

De brincadeiras muito diferentes das de hoje,

Com pitadas de imaginação, magia e encantos.

 

As bonecas antigas

Feitas de palhas e retalhos.

Trouxinhas de Cinco Marias

Recheadas de arroz e areia

Que se jogava até cansar.

O suficiente para uma roda de amigos.

 

A conhecida pandorga ou pipa de pano

Com varetas de guarda chuvas,

Em dia de vento a rodopiar pelo céu.

Dos índios, a peteca bem enfeitada

com penas, plumas e papel colorido.

O sol convidava para uma divertida

Sapata ou amarelinha,

Pezinho no chão, pedrinha na mão

A jogar nas casinhas

Em forma de cruz ou caracol encantado.

 

Pega-pega, cabra cega,

Cavalinho de pau e catavento

Em infinitas tardes bonitas.

As cantigas de roda

A embalar crianças

Em cirandas de mãos dadas.

 

Hoje, não mais...

As crianças de agora

Não criam brinquedos,

Tudo está pronto nas palmas das mãos.

Jogos eletrônicos, computador e celular.

E os velhos e divertidos brinquedos

Não mais tão conhecidos,

Vivem abandonados em museus

E na memória dos nossos avós.

 

Por isso, resgatamos o passado

Com esperança e lindo sonhar.

Os lúdicos brinquedos herdados,

Ficarão guardados na memória

Para no girar do tempo se eternizar.

Então seremos história brincando

Na manhã florida com luz no olhar.

Dara Montagna Netto – 14 anos
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 30/07/2025
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