Ilda Maria Costa Brasil, Celeiro da Alma

"Sonhar é acordar-se para dentro." Mario Quintana

Textos



MISTÉRIO 

Era por volta das nove da noite, fazia frio e estava tudo muito escuro, andava sozinha pelas ruas, sem destino. As ruas eram silenciosas, a única luz era a da lua. Meus pés doíam, mas não quero voltar para a casa, continuei a caminhar, foi quando ouvi um estalo, olhei para tudo que era lado, não havia ninguém. À frente, consegui distinguir um parque, fui caminhando bem devagar, quando novamente escutei um barulho, pensei que fosse só coisa da minha cabeça. Decidi parar para descansar, havia um banco no local.
Ao sentar, senti algo frio a me tocar e, ao olhar, não consegui adivinhar...Ao aproximar do nariz para tentar identificar, logo soube do que se tratava...
Sangue!
Saí rápido dali, estava meio atordoado. Olhei para o banco e quando virei, para frente, havia um homem a menos de cinco centímetros de mim.
Tomei um susto. Seus olhos eram frios, azuis tempestuosos; porém, seus traços delicados. Ele agiu como se fosse um simples esbarrão, pedi desculpas e fui fazer o caminho de volta, meio atordoada com tudo o que ocorria.
Quando estava próxima à minha casa, alguém jogou uma pedra na luz do poste. A escuridão estava presente outra vez, continuei a caminhar.
De repente, meu gato surgiu, estranhei, pois tranquei tudo antes de sair de casa. Peguei-o no colo e sigo até minha casa.
Ao chegar, arrepio-me, a porta estava entreaberta, sem sinal de arrombamento. Calmamente larguei meu gato e peguei uma lanterna que deixava atrás da porta. Segui a luz pela casa, havia gostas de água perto da escada. Escutei barulho do vento no andar de cima; barulho que se dissipou quando meu rádio ligou, tocava "Aria da Capo Variations de Bach”. Ao subir a escada, escutei passos, parei e, rapidamente, tirei meus sapatos e peguei um canivete que mantinha no bolso.
Ao chegar ao segundo andar, notei a luz do meu quarto acesa, haviam três portas para verificar: quarto, banheiro e escritório. Entrei primeiro no quarto, nada parecia fora do lugar; entretanto, ao sair fui surpreendida por um golpe atrás da cabeça. Tudo escureceu...
Maria Antonia Nascimento Pinto - 18 anos
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 11/06/2021
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